2/Jardim Público

Um corpo feminino com um par de asas semelhantes às dos pássaros nas costas. Além disso, se eles tiverem uma bela aparência, essa forma de vida é chamada de anjo.

Meu trabalho consistia em derrubar vinte desses anjos por dia. É por isso que não me surpreendia que eu fosse visto como um inimigo por todos que fossem anjos.

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Vim para essa cidade há um ano. A cidade mais estranha de toda a Terra de Aço.
Nenhuma planta era capaz de nascer no solo desse planeta. Entretanto, havia inúmeras árvores cinzentas na cidade, além de duas árvores gigantescas que cobriam os céus. Essas árvores atingiam o mar de nuvens, e eram chamadas “Árvores do Mundo” devido ao seu tamanho.

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Escolhi o meu trabalho como caçador de anjos. Nessa cidade, anjos desciam dos céus e atacavam as pessoas diariamente. Mesmo que eles atacassem as pessoas, o nível de irritação causado por eles era equivalente ao de cães raivosos e por isso poucas pessoas foram de fato afetadas.
Porém, caso eles fossem ignorados, a cidade ficaria cheia de anjos; e por isso o conselho da cidade teve de contratar caçadores.
Não faço idéia se os anjos têm um local específico no qual eles descem, mas vi um bocado deles na floresta que beira a cidade.

Puxando o gatilho da arma, absorvi o impacto em meu ombro.
O anjo nu foi direto ao chão, pois havia sido atingido direto na testa.
No chão da floresta havia folhas e inúmeros anjos mortos.
Passando através da superfície inóspita da Terra, retornei às paredes que contornavam a cidade. Um homem fera, o qual foi designado para outra área, estava acenando com a mão enquanto se aproximava de mim.

“Ei. Como vão as coisas?”

“Não muito bem. Três cobres por anjo abatido. Se contar o preço da bala, não me sobra um único cobre de lucro.”

“É porque você usa uma arma. Se for um homem de verdade, use seu corpo.”

“Bem, sinto muito, mas não sou tão bem preparado fisicamente assim. Ainda preciso tomar remédios apenas pra poder respirar. Estou fazendo o meu melhor apenas para sobreviver.”

“Entendo. Vocês humanos são mesmo inconvenientes.”

“Com certeza. Ser um humano é inconveniente.”

Sim, nesse mundo, humanos certamente são inconvenientes.
Por isso os seres humanos da era antiga construíram uma série de ferramentas criativas. Como resultado, os A-Rays foram desenvolvidos, e isso desencadeou a Grande Guerra.

E foi assim que humanos puros desapareceram.

Após uma folgada chamada “O Anjo” se instalar em minha casa, aumentei minha cota no trabalho.
Aquele anjo comia comida. Mesmo que os materiais produzidos nas fábricas sejam de graça, há um limite. Por isso, tive que aumentar a minha cota diária de vinte para trinta.
...Que ironia era matar anjos para alimentar um deles.

“Você tem trabalhado duro ultimamente.”

“Só estou liberando o meu stress. Aqueles alvos na verdade me lembram muito a causa dele, tornando esse trabalho porco mais excitante.”

Não pude evitar e deixei essa escapar. O homem fera inclinou a cabeça para o lado.

“É bom que se dedique ao seu trabalho. Mas fique esperto, pois disseram que havia alguns Cavaleiros inspecionando a floresta. Ouvi dizer que um usuário de Espada Demoníaca, estava olhando para você.”

“----O que isso quer dizer? Tem algum Aristóteles vindo pra cá?”

“Não faço idéia. Mas mudando para um assunto mais importante, nosso pagamento supostamente será reduzido de novo esse mês. Esse é um problema mais real.”

“Que ótimo. Será que agora o serviço financeiro está pronto pra acabar conosco?”

“Nunca fiz nada de errado para ter causado isso." – disse um prisioneiro que matou mais de cinqüenta espécimes humanos.

O homem fera suspirou enquanto olhava para a pilha de anjos mortos espalhados pela floresta.

“Ei, você acha que podemos comê-los?”

Ele murmurou uma péssima idéia.

“Pode esquecer. Aposto que você será punido por Deus.”

Disse algo óbvio enquanto dava de ombros.

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